Quando um parto cura

por Josie Zecchinelli em 09/10/2011

Depoimento de Luciana, mãe da Lorena e da Manoella

Luciana teve sua primeira filha em um parto normal traumático que acarretou uma depressão. No nascimento de sua segunda filha, decidiu fazer tudo diferente para proporcionar uma experiência transformadora. Não foi fácil, a jornada incluiu busca de informação, alternativas sem médico particular e empoderamento. Mas ela conseguiu. Conheça aqui sua história e como o suporte emocional a ajudou a realizar suas escolhas, seguindo seus instintos.

O primeiro parto: o nascimento de um trauma

Com 38 semanas de gestação, Luciana entrou em trabalho de parto para receber Lorena, fruto de uma gravidez tranquila, amada e desejada.

“O parto se deu com todas as intervenções possíveis: soro com ocitocina contínuo, tricotomia, rompimento artificial da bolsa das águas, exames de toques dolorosos e constantes. Não havia orientação, apoio emocional por parte das enfermeiras e nenhum tipo de alívio para dor e muito menos privacidade. Cada hora entrava uma enfermeira diferente e apenas cortinas separando-me de outras mães.

Me debatia naquela maca, desesperada, sem folgas nas contrações para respirar. A enfermeira só me dizia “não! Não faz força!” Escutava frases inconvenientes de outras mães, que estavam aguardando suas cesáreas agendadas. Elas estavam com muita “pena” de mim. Eu também, sentia dó de mim mesma. Fui anestesiada somente no período expulsivo. O anestesista me pedia para relaxar. Foram 8 picadas na coluna até encontrar o ponto certo. Não me deixavam me mexer na maca, diziam que se eu me mexesse cairia no chão. (era estreita mesmo.) Teve episiotomia (corte no períneo). A Lorena já estava em sofrimento e nasceu com apgar 6/8; significando depressão respiratória leve a moderada, possivelmente causada pela ocitocina artificial”.

A dificuldade no pós-parto e a chegada da depressão

Luciana voltou para casa com o incômodo físico (dos pontos da episio) e moral.  Desenvolveu uma depressão pós-parto, crises de pânico e stress pós-traumático.  Foi em busca de tratamentos e com medicação, acupuntura e terapia, conseguiu superar e se restabelecer.

“Quando me dava conta, estava com as mãos bem fechadas e apertando com força, como se eu estivesse querendo dar um soco em alguém. Lorena também sofreu pois seu nascimento não foi respeitado. Mas foi recebida com muito leitinho, carinho e aconchego. Ela me impulsionava á continuar lutando, por mim e por ela. Queria muito voltar a ser quem eu era antes. Feliz, alegre, confiante. Após 9 meses de crises e depressão, iniciei tratamento com medicação e acupuntura, por mais um ano. A amamentação era o momento mais sublime. Me sentia tão segura com ela, seu olhar me acalentava e me dizia: “Mamãe, tudo ficará bem”!

Foi quando descobri os benefícios da “cama compartilhada”. O fato de não ter que abandoná-la sozinha no berço e poder ficar com ela todo tempo me deixava mais calma. Ela mamou até um ano e meio e me mostrou a delícia que é ser mãe! O tratamento estava indo bem, as crises cessaram, mas aquela ferida ainda estava ali. Adormecida, e eu não queria olhar para ela. Havia ainda um grande conflito com a minha feminilidade.Não queria mais ter filhos. Não aguentaria passar por tudo novamente.”

A segunda gravidez e a busca pelo parto humanizado

Depois do choque inicial de se descobrir grávida, Luciana resolveu ir em busca do caminho para ter o parto que desejava.

“Comecei a procurar todas as ajudas possíveis. Por meio do GAMA cheguei à Josie Zechinelli, conhecida como Bela. Faz um trabalho lindo com gestantes e fez um milagre na minha vida.

Começamos as sessões de terapia. A Bela me ajudava a cada sessão a assumir a minha gestação, a respirar, amar aquele momento, e principalmente a lidar com o medo do parto.

E dizia sempre para eu me conectar com meu corpo, confiar em mim mesma.

As dificuldades eram muitas, peguei diversas indicações de médicos a favor do PN, mas nenhum estava no meu convênio. Também não tinha como fazer acompanhamento particular com um médico humanizado, nem pagar por uma equipe na hora do parto. Casa de parto, por causa do meu trauma e medo, não sentia segurança. Em muitos momentos senti vontade de desistir de tudo. Pensei na cesárea mais de uma, duas, três vezes.

Mudei duas vezes de obstetra porque senti que não apoiavam meu parto normal. Estava remando contra a maré;  intervenções desnecessárias e médicos cesaristas. Mas a cada mês que passava e a cada sessão, eu tinha mais e mais forças para continuar remando.

Lia relatos de parto lindíssimos… mas quando eu terminava de ler, chorando, pensava que aquela realidade estava muito distante da minha.

Nas últimas semanas de gravidez fizemos duas sessões de terapia com a presença do meu marido que foram maravilhosas e fundamentais para eu me sentir mais segura.

Nessa fase eu já me sentia dona de mim mesma, da minha gestação e a energia que sentia dentro de mim era muito especial. Com 37 semanas abandonei meu obstetra e decidi continuar fazendo acompanhamento uma vez por semana direto no PS obstétrico da Maternidade.  Pesquisando hospitais que atendessem meu convênio, optei por uma maternidade paulistana que tem LDR (Labor Delivery Room), e que aceitasse a presença da doula. A cada visita eu perguntava mais, entendia mais como eram as equipes e os médicos, investigava para me preparar para a hora P.”

O parto curador

Estava passando das 40 semanas e o medo de precisar induzir o parto começava a me rondar. No último email que mandei para a Bela, escrevi: “Belaaaa…. socorro! eu to ficando agoniada!  A Manoella não nasce…” Isso foi no dia 06/05 às 20h31min. Imediatamente ela me ligou. Me pediu para parar de andar, de pensar, de fazer exercícios….me mandou até tomar banho! rsrs, no bom sentido. Disse para tomar um banho e assistir a um filme leve, de preferência comédia,  fazer algo que não me fizesse pensar no parto – “a Manoella que vai decidir quando vai nascer Lu! Você já fez tudo que tinha para fazer!”

Fui tomar banho, coloquei a Lorena para dormir e escolhi alguns filmes para assistir, algo bem leve. Deitei no sofá, e assisti aos dois filmes! Ás 02h28min percebi uma cólica leve… 02h58min… de novo! E assim foi, acabei dormindo e acordei ás 05h11min e realmente as cólicas continuavam de 10 em 10 minutos.

Eu estava muito tranqüila. Levantei e falei para minha mãe que estava em trabalho de parto. Meu marido estava de plantão no hospital e estava já para chegar. Peguei uma bolsa de água quente para ir aliviando. Minha mãe ficou fazendo massagem nas minhas costas, na lombar, quando vinham as contrações, e ficamos conversando. Foi muito bom.

Quando o Fabiano chegou, ficou feliz em saber que eu estava sentindo contrações. Fomos para o quarto, deixei o rádio ligado numa estação que curto, penumbrinha… e ficamos lá, curtindo as contrações que começaram a ficar mais fortes. Respirava, relaxava, permitia que meu corpo fosse se abrindo. Eu não encarava como uma dor, sentia orgulho de mim mesma por estar tão serena e confiante.

Liguei pra Bela, e ela me orientou a relaxar e continuar anotando por mais meia hora. Eram 07h30min do sábado, 07/05. As contrações estavam bem ritmadas. Fiquei deitada com a Lorena fazendo carinho em mim e até brincamos de casinha!

A Bela queria vir aqui para casa, mas estava longe, e como o trabalho de parto já estava avançando, decidimos nos encontrar na Maternidade. Fui tomar banho e veio uma contração forte e deliciosa… coloquei as mãos na minha lombar e balancei meu corpo de um lado pro outro calmamente, e pensava na minha filha… que estava se preparando também para fazer o trabalho dela.

Ali jazia uma mulher com medo do parto, traumatizada, insegura; dando lugar para uma mulher segura e convicta, prestes a parir e muito consciente do seu poder de dar á luz de forma natural e sem medos. Que transformação!

Ganhei um beijo da minha mãe, a sua benção e fomos para a maternidade. Eram 11h45min quando saímos de casa. Chegamos à maternidade por volta de 12h20min, quando paramos o carro na porta, aparece a Bela na entrada de pedestres! Quando me vi amparada por ela e pelo meu marido, senti que poderia ir ainda mais além! O segurança queria me colocar na cadeira de rodas, mas eu não quis. Preferi o apoio da Bela, fui andando. O marido foi estacionar o carro.

Chegando ao PS Obstétrico, a médica de plantão me examinou e eu estava com 6 cm de dilatação! A Bela estava lá comigo, segurando minha mão, enquanto entre uma contração e outra terminava o cardiotoco. Meu marido dava entrada no hospital. Dependíamos do médico autorizar ou não a presença também da doula durante o TP. Perguntei e consentiram, também em relação ao uso da LDR (sala especial para parto normal). Meu coração se alegrou! Fomos para a sala LDR e ouvimos música enquanto eu fazia exercícios com a bola.

Durante as contrações, eu me apoiava no Fabiano e na Bela, jogava todo o peso do meu corpo e sentia aquela troca de calor e energia. A médica me examinou novamente, estava com quase 8 cm de dilatação! Fui para a água. No escurinho, somente com as luzes relaxantes da banheira, a Bela e o Fabiano revezavam; jogando água, fazendo massagem e segurando todo tempo minha mão. As contrações estavam intensas já, com pouquíssimos intervalos.

Havia uma força muito grande em mim, estava totalmente entregue àquele momento mágico, sublime e transcendental. Minha mente se esvaziou de tudo, eu só pensava em parir.

A força que me invadia era de uma intensidade descomunal.

Nas últimas contrações eu senti que estava perdendo o controle de mim mesma. Senti vontade de empurrar, mas aquele medo do início da minha história, a lembrança do outro parto quis vir por um segundo. Senti medo de fazer força, era como se eu não pudesse, como se fosse errado, mas a vontade era involuntária. Desesperada, pedi anestesia.

A Bela me olhou tão fundo nos olhos. “Lu, é isso mesmo que você quer?” Eu disse que sim. Chamaram o anestesista, que ainda levou um tempo para chegar. A enfermeira obstétrica veio e pediu para que eu fosse para a cama. Quis me examinar, mas eu fechei minhas pernas. Travei as pernas, não queria que ninguém mexesse em mim. Tomei coragem e levantei da banheira. “A Manoella vai nascer!, eu disse. Já estava sentindo a cabecinha dela. Fui andando até a cama.

No vai e vem de cada contração, decidi então me render, me entregar àquela explosão de prazer, de dor, hormônios e emoção. Poder fazer a vontade do meu corpo! Naquele momento eu não ligava mais se estava no controle ou não. Chegou a médica e ela mesma dispensou o anestesista! Disse: não, não vai precisar! Eu achei bacana, ela sabia que a nossa intenção quando chegamos à maternidade, era ter um parto natural e que naquele momento eu não estava nem conseguindo pensar. Então ela falou por mim naquela hora.

Soltei um grito que veio da minha alma. Não de dor, mas, de destemor, força, coragem! Fechei meus olhos, para sentir integralmente aquela sensação tão intensa e selvagem que havia dentro de mim.

Eu fazia força, a força que eu queria, que sentia vontade, que delícia.

A magia do nascer e do renascer se fez presente naquele momento.

Senti o círculo de fogo, senti a cabecinha passar, senti o ombrinho e o corpinho escorregando de dentro mim. Cada parte do corpinho da Manoella, eu senti.

Era uma profusão de acontecimentos. O nascimento de um bebê, a nova vida, o meu renascimento, a superação de tudo, a vitória de uma mulher que lutou tanto por um parto digno e humano e de uma mãe que lutou por um nascimento respeitoso para sua filha.

Ainda com o cordão umbilical pulsando, colocaram a minha pequena em meu peito. Eu sentia o cordão saindo de dentro de mim. Deitada sobre a minha pele, o primeiro toque, as primeiras palavras, o primeiro olhar. O Fabiano cortou o cordão umbilical e a médica disse; olha ela nasceu com a bolsa das águas íntegra! Deixaram-nos sozinhos na sala, curtindo esse lindo momento.

A médica antes de sair, ainda agradeceu à Bela e disse que o trabalho dela é importante para os médicos. Todos da equipe pareciam emocionados.”

 O sentimento depois do nascimento: sem pontos, dor ou trauma

“Com a alma lavada, ferida curada, cicatrizada e mais que compreendida. Essa para mim foi uma grande lição de vida. Quero destacar a importância de se fazer uma boa preparação para o parto. Muitos casais vivem a gravidez, o parto, o pós-parto, a amamentação como momentos muito difíceis, por total falta de informação e preparo. Na minha primeira gestação não me informei de absolutamente nada; dessa vez decidi fazer tudo diferente, mesmo com pouquíssimas condições financeiras, fui atrás, contando minha história pra um e outro, até que cheguei à Bela. Ela me abriu um leque de informações e caminhos possíveis para eu poder fazer minhas próprias escolhas. Frequentei também grupos para gestantes em preparação para o parto que foram importantíssimos. É o que chamamos de “empoderamento”.

Olhando para trás, posso compreender que momentos que foram tão duros para mim, me proporcionaram experimentar o parto em plenitude!

O trauma de um parto desrespeitoso e impiedoso me trouxe até esta experiência tão intensa, natural, instintiva.

Sinto que, definitivamente, fiz as pazes com a minha feminilidade, que estava machucada, ferida até então. E pude ver que sou capaz de parir sem intervenções, de maneira natural e primitiva. Permitindo ao meu corpo poder fazer o seu trabalho de acordo com o tempo da sua natureza. Liberando a ocitocina na quantidade que ele precisa para se abrir, no ritmo certo.

Desde os primeiros tempos até hoje, é assim que um bebê deve vir ao mundo!”

veja aqui o vídeo que Luciana fez em homenagem à experiência de parto que teve

 

tags: parto traumático, depressão pós-parto, parto natural, relato de parto, parto normal, parto vaginal

Veja também:

  • ---

14 comentários

  1. Erika Mikaro disse:

    São poucas mulheres que conhecem, buscam, e lutam por essa essência!
    Parabéns!

    Avalie:   Positivo 1 Negativo 0

    • Luciana disse:

      É verdade Erika.
      O importante é fazer a nossa parte para que as mulheres que estão á nossa volta, conheçam o movimento da humanização e resgatem sua essência e sua feminilidade.
      Beijos e obrigada por comentar!
      Lu

      Avalie:   Positivo 0 Negativo 0

  2. Milena Sá disse:

    Parabens Luciana. Linda sua historia vitoriosa. Tb vivi um parto lindo, onde renaci com a chegada do pequeno Gabriel. Não ha sensação mais especial do que a chegada de um filho de forma natural, humanizada e sem nenhuma intervenção.
    Tudo e bom pra vc e sua familia.
    um beijo carinhoso.
    Milena

    Avalie:   Positivo 1 Negativo 0

    • Luciana disse:

      Obrigada Milena,
      Fico feliz por tua vivência também!
      Um parto digno e respeitoso é um direito de todas nós!
      Beijos enormes!!
      Lu

      Avalie:   Positivo 0 Negativo 0

  3. Cristina disse:

    Lu,
    Foi muito interessante conhecer essa parte da sua história. Te admiro muito por ter lutado pelo que queria – apesar das dificuldades -, para se realizar como mulher, mãe.
    Cada uma de nós tem suas preferências, limites, vontades e sonhos. O importante é ser fiel à nós mesmas e aos nossos sonhos, e muitas vezes isso não é tão fácil quanto gostaríamos. Então, histórias como a sua inspiram.
    Bjs,
    Cris

    Avalie:   Positivo 1 Negativo 0

  4. Maria Grazia disse:

    Lu,
    Que belo exemplo de coragem e confiança na natureza que é toda ela perfeita. Na simplicidade e se entregando com toda a confiança na força da maternidade e sendo levada por pessoas especiais, não a um martírio mas sim, a um grande momento onde a força da natureza comanda de forma intensa e absoluta. Parabéns por seu depoimento, tenho certeza que você é uma fonte inspiradora para tantos outros partos dígnos e respeitosos !
    Com toda a minha admiração,
    Maria Grazia

    Avalie:   Positivo 1 Negativo 0

    • Luciana disse:

      Ah Tia querida…obrigada viu! E olha…lembra aquela música que você me mandou, quando eu ainda estava grávida “Rock and roll lullaby”?? Cantei muito para a Manoella durante o nosso trabalho de parto. :)
      As tuas palavras foram perfeitas.
      Obrigada por tudo tia, você tbm fez parte de todo esse processo, me ajudando com seu carinho e suas mensagens cheias de amor e sensibilidade!
      Beijo grande,
      Lu

      Avalie:   Positivo 0 Negativo 0

  5. Iranida dos Santos Nervegna disse:

    Lu,
    Senti muita emoção ao ler seu depoimento, quase não consegui ler para o seu pai ! Como pedimos a Deus e Nossa Senhora o parto aconteceu de forma tranquila e segura, sem traumas e medos como resposta do amor de Deus e da Mãezinha do Céu para aqueles que neles confiam !

    Beijos,
    Papai e Mamãe

    Avalie:   Positivo 1 Negativo 0

    • Luciana disse:

      Mãezinha querida…as suas orações foram (como sempre) valiosas e poderosas! Eu confiava que tudo ia dar certo, também porque eu sabia que um Anjo estava rezando e pedindo á Deus por mim. Você é esse Anjo. Você é muito linda. Te amo!
      Sou abençoada por ter papai e mamãe tão lindos e presentes sempre em todos os momentos da minha vida.
      Beijo,
      Lu

      Avalie:   Positivo 0 Negativo 0

  6. Ingrid disse:

    Super, super, super PARABÉNS Lu! O Parto foi tão bom que vc ficou LINDA, amei essa foto com a bb no peito.

    Avalie:   Positivo 1 Negativo 0

  7. Luciana disse:

    Obrigada Ingrid! Eu estava radiante!!!! Quero outro igual, quem sabe o proximo nasce em casa??? :)
    Beijos,
    Lu

    Avalie:   Positivo 0 Negativo 0

  8. Glauce disse:

    Olá, surpreendente e emocionante.
    Estou gestante’26 semanas’ de minha primeira filha. Confusa, cheia de medos, expectativas e o coração a mil.
    Com certeza este depoimento contribui bastante para me encorajar.
    Parabéns, e que Deus abençõe esta linda família.

    Avalie:   Positivo 1 Negativo 0

    • Luciana disse:

      Oi Glauce!
      Amém! Obrigada!
      Fique tranquila e confie no seu corpo. Foi a lição mais valiosa que eu aprendí; confiança.

      Tudo de bom para você e sua filhota!
      Beijos
      Lu

      Avalie:   Positivo 0 Negativo 0

A sua opinião conta muito.

Participe! Deixe um comentário nesta página: