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	<title>Maternidade Consciente</title>
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		<title>Entre a criança que tenho e a criança que fui</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 03:23:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josie Zecchinelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Na barriga]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiros anos]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiros meses]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossas experiências de infância estão presentes em nossas experiências de maternagem]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">A mãe que sou</h3>
<p style="text-align: justify;">Quantas vezes você já pensou que quer ser a melhor mãe para o seu filho? Quantas vezes você já se questionou se está fazendo o que é certo ou errado? Julgamentos, expectativas, frustrações, culpa, responsabilidade. Mães vivem mergulhadas neste universo emocional intenso. E eis que ali, na sua frente, você tem um pequeno bebê. Ele ainda não engatinha, ainda não fala. Mas certamente você já observou que ele têm muita personalidade. Você já tem um conceito formado sobre seu filho provavelmente desde que ele estava na sua barriga. <em>“Ele é muito agitado”</em>, ou não, <em>“Ele é muito tranqüilo”.</em> Tudo o que você esperava sobre seu filho começa a influenciar suas experiências com ele. São muitos julgamentos, muitas expectativas. Muitas projeções.</p>
<p style="text-align: justify;">Quantas vezes você já ouviu alguém da sua família chegar perto de seu bebê e dizer: <em>ele é chorão como você era. Ele é quieto demais</em>. <em>Ele é muito guloso</em>. Muitas comparações, muitos conceitos, aquele pequeno bebê é enquadrado o tempo todo. Será que ele é mesmo assim? Será que ele é tudo isso? Vamos com calma. Você é a mãe dele, provavelmente passa muito tempo junto de seu bebê. Você conhece seu filho melhor do que ninguém. A questão é: você se conhece melhor do que ninguém?</p>
<h3 style="text-align: center;">A criança que fui</h3>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1116 aligncenter" title="old-style-child" src="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/old-style-child.jpg" alt="" width="150" height="202" /></p>
<p style="text-align: justify;">Quando pensamos no que queremos dar de melhor pra nossos filhos, um milhão de conceitos do que seja o melhor podem surgir. É um campo muito subjetivo. Cada cabeça uma sentença, como dizem. No entanto, será que paramos pra questionar estes conceitos o suficiente? Será que o que embasa nossa percepção do que seja o melhor para nossas crianças leva em consideração o que elas realmente precisam em todos os aspectos de sua humanidade? Em tempos de comemoração de Dia das Crianças, sempre surgem diversas questões sobre o que podemos fazer por estes seres que serão os adultos de amanhã. Acho que esta é uma questão séria em nossa sociedade: estamos pensando demais nos adultos de amanhã, esquecendo que hoje, aqui e agora, eles ainda são crianças. Claro, precisamos pensar nos adultos de amanhã, nada contra isso. Mas há muitas formas de se pensar nisso. O ponto que quero ressaltar é que perdemos a conexão com o universo infantil, nos distanciamos muito dessa linguagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha proposta para este momento é uma profunda revisão naquilo que os pais e cuidadores podem oferecer para realmente compreender qual é a necessidade das crianças que estão à sua volta, de que formas nós adultos podemos realmente nos aproximar das crianças, a partir do universo delas, e não apenas do universo adulto.  A qualidade do cuidado que oferecemos aos nossos bebês e crianças vai depender da qualidade da referência de cuidado que trazemos em nossa bagagem, das experiências de cuidado que tivemos como referência em nossa própria vida. Proponho que tentemos por alguns instantes nos lembrar da criança que fomos, para, desta forma, nos aproximarmos da criança que temos em nossa frente. Quantas vezes você enquanto mãe, ou pai, já se pegou pensando em coisas como:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Minha mãe diz que quando eu era bebê era chorona igual ao meu filho</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Quando eu era criança, era muito tímida, isso me atrapalhou, não quero que meu filho se sinta assim</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Meus pais me bateram muito, jamais vou bater no meu filho</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>ou</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Meus pais me batiam e nem por isso fiquei traumatizado, talvez eu use desse recurso de meu filho estiver levado demais</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Nunca recebi um carinho de meus pais, quero dar todo o carinho pro meu filho</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Dizem que se pegar demais no colo, vai ficar mimado</em></p>
<p style="text-align: justify;">Dizem isso, dizem aquilo, são muitos dizeres na cabeça e sentimentos de uma mãe. Tudo isso acaba ficando entre ela e seu bebê, sua criança. E na correria deste mundo, cada vez mais acelerado e virtual, vai se tornando cada vez mais difícil achar que é possível fazer diferente, ter tempo para fazer diferente, ter tempo para realmente mudar o que se precisa mudar, ter tempo para sequer pensar nisso tudo. Tempo, tempo, tempo, desculpas, desculpas e desculpas, e assim vamos construindo uma relação com nossos filhos. E assim vamos nos distanciando cada vez mais da criança, pois é preciso pensar na escola, no trabalho, nas contas, no relacionamento, em tantas outras coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste instante, mais uma vez, tente se lembrar de quando você era pequenina. O que você queria de seus pais? O que era realmente importante pra você? Tente não se apegar às justificativas que podem vir em sua mente: agora você é adulto, você precisou ter algum entendimento do que era possível naquela época, talvez você nem queira julgar seus pais, você os ama e entende o que aconteceu. No entanto, pense realmente no que era importante pra você quando você se aproximava de seus pais ou das pessoas que cuidavam de você. Você queria atenção. Você queria carinho, contato físico. Você queria ser ouvida, vista, reconhecida. Você queria que por apenas um instante sua mãe parasse para brincar com você. Você talvez quisesse que ela apenas lhe deixasse brincar, talvez nem isso fosse possível para você.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode ser que se lembre de muitas coisas das quais sentiu falta, talvez não, talvez não consiga se recordar direito da sua infância. A questão é se lembrar que para uma criança, muitas vezes o querer se trata de coisas bem mais simples do que em nosso mundo de adultos. E existe, ainda, um ponto muito importante:  as crianças são sensíveis, muito observadoras. Captam as coisas de uma outra forma. Estão num mundo muito mais não-verbal do que o nosso, elas são muito mais sensoriais. Você já deve ter passado por alguma situação em que percebeu que seu filho sacou muito mais do que estava acontecendo ao redor dele do que você esperava, mesmo quando você fez de tudo para disfarçar. Não dizem que as crianças não possuem travas na língua, que  dizem a verdade? Uma criança está no mundo de outra maneira, muito mais em contato com a realidade do que imaginamos, mesmo que para nós elas vivam no mundo da fantasia. Para uma criancinha, a qualidade da sua presença é muito mais importante do que a quantidade (isso não significa que ela não vá pedir pela quantidade!). Ela sente quando você está presente e quando você não está. Ela sente quando você disfarça algo. Mesmo que não lhe diga. Basta voltar no tempo e pensar em alguma situação em que você sabia o que estava acontecendo e percebia que seus pais tentavam disfarçar. Todos nós temos a capacidade de nos lembrar como é ser criança. Mas isso implica em nos abrirmos para um universo que contém outra criança: aquela que nós fomos. Nem sempre queremos realmente viver novamente as sensações de nossa infância, isso implica em reviver dores e histórias muitas vezes enterradas. No entanto, algo enterrado, não necessariamente desapareceu. Apenas está ali, debaixo da superfície. E quando se trata de nosso universo emocional, nossa história sempre vai estar presente, quer estejamos conscientes dela ou não. Quer decidamos olhar para ela ou não. Ela surge o tempo todo em nossos pensamentos, nossos julgamentos, expectativas, marcas, crenças – elas formam a lente com que olhamos o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Você irá olhar para seu bebê, para seu filho a partir da criança que um dia foi. A questão é: você está consciente disso? Que parte dessa criança dentro de você vai mobilizar suas ações e escolhas enquanto mãe? Como o adulto que você é hoje vai se permitir impregnar dessas qualidades da criança que um dia foi? Será que estará mais impregnado das dificuldades que ela vivenciou? Que marcas ficaram dessa criança?</p>
<p style="text-align: justify;">Se você não sabe de que forma esses questionamentos podem te ajudar, não fique aflita. O simples fato de se propor a ler este texto, a pensar um pouco nisso, a entrar em contato com tudo isso dentro de você, já é um passo nessa jornada. Ser uma mãe mais consciente é algo trabalhoso, sim, e exige coragem. Coragem de olhar para tudo que está dentro de você, o que é sua força, e o que é sua fragilidade. E perceber que nossa fragilidade também é nossa força, especialmente quando lidamos com crianças. Para acolher a fragilidade de um bebezinho, de uma criança, amorosamente, ajuda muito estar conectada também com a sua própria fragilidade. É mais fácil brincar com uma criança quando nos soltamos e entramos no mesmo nível dela, e então nos vemos criança de novo. Poder chorar quando nosso bebê está chorando e sentir que tudo bem, que não é preciso reprimir nosso próprio choro (há formas e formas de acolher nosso choro!). São pequenas mudanças de olhar e atitudes a respeito de nós mesmas, da bagagem que trazemos, que vão nos ajudar a lidar com nossos filhos de outra maneira, a enxergá-los de outra maneira. Reconhecer nossa humanidade, e também nossa animalidade, pois nossos filhos trazem muito disso para nossas vidas. Basta nos abrirmos, não só para dar, mas para receber este presente que eles nos trazem: a retomada de contato com a nossa própria presença. Quer melhor presente do este no Dia das Crianças?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1117 aligncenter" title="the-power-of-positive-parenting-mother-looking-at-her-daughter-smiling" src="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/the-power-of-positive-parenting-mother-looking-at-her-daughter-smiling.jpg" alt="" width="500" height="286" /></p>
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		<title>Quem sabe brincar?</title>
		<link>http://www.maternidadeconsciente.com.br/artigos/quem-sabe-brincar/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 04:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Goytacaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Palavra de Mãe Consciente]]></category>

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		<description><![CDATA[Você sabe brincar? Deixe seu filho te ensinar!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Chegou o Dia das Crianças. Vejo muita gente correndo para comprar o presente, escolhendo o brinquedo mais incrível, e me pergunto: quem vai brincar com estas crianças? Digo isso porque meu filho Pedro Luis, hoje com 3 anos, me pegou de surpresa quando começou a me chamar para brincar. Eu sabia muito bem trocar fraldas, dar banho e fazer papinhas. Mas brincar? Sinceramente, não me lembrava como era e nunca tinha pensado que isso seria minha função, em seu processo de desenvolvimento. Imaginar uma floresta, entrar na toca, ver tudo se transformar e deixar que ele conduzisse aquilo, afinal era a imaginação dele que estava tão fértil, foi um grande aprendizado para mim. Assumo, eu não me recordava do que realmente era brincar. E nem de como é bom brincar.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe sim um momento em que eles gostam e talvez até precisem brincar sozinhos, mas convidar à brincadeira o adulto em que confiam é uma grande prova de amor, que fala muito sobre a interação humana, e deve ser valorizada. Nas brincadeiras, os sentimentos, os aprendizados, a vida da criança se expressa. Não brincar com seu filho é, de certa forma, não ouvir o que ele tem a dizer.</p>
<p style="text-align: justify;">Ter uma criança em casa é permitir que a fantasia chegue, é convidá-la a entrar. É reconhecer que, como adultos, já não sabemos mais o que é divertido na brincadeira, e então deixar que as crianças proponham e conduzam a atividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois que percebi a minha dificuldade em brincar, fiquei mais atenta ao comportamento dos outros. Vi que pouca gente de fato senta no chão para brincar com a criança. Sugerem que ela brinque enquanto cuidarão de suas coisas de adulto. Quando finalmente brincam juntos, tendem a dar ordens do que deve ser feito: encaixe esta peça aqui, coloque a tampa naquela panelinha, mexa assim ou assado.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso não é brincar. Não da forma como é preciso, não com liberdade. As crianças precisam exercitar e deixar fluir tudo o que suas mentes infinitas estão enxergando. Outro dia presenciei esta cena: o adulto dizendo assim para meu filho: está errado, este é o limite do desenho, o contorno do esquilo, você não deve pintar fora destas linhas, deve pintar o esquilo, entende? E ele responde, um tanto indignado: mas isso não é um esquilo, é um dragão, você não está vendo o dragão?</p>
<p style="text-align: justify;">Enxergar um dragão onde a figura é esquilo é saber brincar. Passear pela selva e conversar com os bichos que se aproximam, sentir a cachoeira no chuveiro, chamá-lo de jumento quando ele resolveu ser este bicho, mesmo que pareça um pouco estranho aos ouvidos, deixar que a comida seja de chocolate com milho ou que os blocos formem uma torre cuja base é muito menor do que o topo e que certamente despencará, isso é brincar. Fugir da lógica e ignorar a razão. Isso é brincar.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sabemos mais fazer isso. A gente esqueceu. Mas eles sabem. E querem nos ensinar. Temos apenas que deixar. Deixar que eles nos conduzam pelo lindo mundo da fantasia, onde leões urgem, bonecos sem cabeça dançam, onde o dia amanhece várias vezes sem que a noite nunca chegue.</p>
<p style="text-align: justify;">Brincar é reconhecer que nós não estamos (ou, ao menos, não deveríamos estar) no controle da vida das crianças. Somos seus pais e cuidadores, estamos aqui para zelar por eles, mas a verdade é que crescem e vivem independentemente da gente, além da gente, aliás, muito além da gente. São indivíduos providos de grande sabedoria, e apenas se a gente permitir, terão a generosidade de compartilhar conosco toda a riqueza que trazem em si.</p>
<p style="text-align: justify;">O que desejo para o Dia das Crianças de todos nós é um dia de menos brinquedos e mais brincadeiras. De menos presentes e mais presença. De menos dar e mais receber. Desejo que, ao menos neste dia, os adultos também consigam ser, de novo e ainda que breve, crianças que brincam.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1086" title="camila e pedro" src="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/camila-e-pedro-300x265.jpg" alt="" width="300" height="265" /></p>
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		<title>Parir e Renascer &#8211; um parto curativo</title>
		<link>http://www.maternidadeconsciente.com.br/videos/parir-e-renascer-um-parto-curativo/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 03:07:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josie Zecchinelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Luciana conta um pouco de seu parto transformador neste lindo video]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.maternidadeconsciente.com.br/videos/parir-e-renascer-um-parto-curativo/"><em>Clique aqui para ver o video.</em></a></p>
<p>Após um parto traumático no nascimento de sua primeira filha, Luciana, ao se descobrir numa segunda gestação, quis fazer diferente e conseguiu ter uma experiência de parto curativa, transformadora. Foi o nascimento de sua segunda filha e seu renascimento enquanto mulher. Se quiser saber mais, leia o relato de parto na íntegra <a title="Quando um parto cura" href="http://www.maternidadeconsciente.com.br/depoimentos/quando-um-parto-cura/" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Quando um parto cura</title>
		<link>http://www.maternidadeconsciente.com.br/depoimentos/quando-um-parto-cura/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 02:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josie Zecchinelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um parto natural que veio para curar a experiência de outro parto traumático]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Depoimento de Luciana, mãe da Lorena e da Manoella</p>
<p style="text-align: justify;">Luciana teve sua primeira filha em um parto normal traumático que acarretou uma depressão. No nascimento de sua segunda filha, decidiu fazer tudo diferente para proporcionar uma experiência transformadora. Não foi fácil, a jornada incluiu busca de informação, alternativas sem médico particular e empoderamento. Mas ela conseguiu. Conheça aqui sua história e como o suporte emocional a ajudou a realizar suas escolhas, seguindo seus instintos.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O primeiro parto: o nascimento de um trauma</h2>
<p style="text-align: justify;">Com 38 semanas de gestação, Luciana entrou em trabalho de parto para receber Lorena, fruto de uma gravidez tranquila, amada e desejada.</p>
<p style="text-align: justify;">“O parto se deu com todas as intervenções possíveis: soro com ocitocina contínuo, tricotomia, rompimento artificial da bolsa das águas, exames de toques dolorosos e constantes. Não havia orientação, apoio emocional por parte das enfermeiras e nenhum tipo de alívio para dor e muito menos privacidade. Cada hora entrava uma enfermeira diferente e apenas cortinas separando-me de outras mães.</p>
<p style="text-align: justify;">Me debatia naquela maca, desesperada, sem folgas nas contrações para respirar. A enfermeira só me dizia “não! Não faz força!” Escutava frases inconvenientes de outras mães, que estavam aguardando suas cesáreas agendadas. Elas estavam com muita “pena” de mim. Eu também, sentia dó de mim mesma. Fui anestesiada somente no período expulsivo. O anestesista me pedia para relaxar. Foram 8 picadas na coluna até encontrar o ponto certo. Não me deixavam me mexer na maca, diziam que se eu me mexesse cairia no chão. (era estreita mesmo.) Teve episiotomia (corte no períneo). A Lorena já estava em sofrimento e nasceu com apgar 6/8; significando depressão respiratória leve a moderada, possivelmente causada pela ocitocina artificial”.<em>&#8220;</em></p>
<h2 style="text-align: justify;">A dificuldade no pós-parto e a chegada da depressão</h2>
<p style="text-align: justify;">Luciana voltou para casa com o incômodo físico (dos pontos da episio) e moral.  Desenvolveu uma depressão pós-parto, crises de pânico e stress pós-traumático.  Foi em busca de tratamentos e com medicação, acupuntura e terapia, conseguiu superar e se restabelecer.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Quando me dava conta, estava com as mãos bem fechadas e apertando com força, como se eu estivesse querendo dar um soco em alguém. Lorena também sofreu pois seu nascimento não foi respeitado. Mas foi recebida com muito leitinho, carinho e aconchego. Ela me impulsionava á continuar lutando, por mim e por ela. Queria muito voltar a ser quem eu era antes. Feliz, alegre, confiante. Após 9 meses de crises e depressão, iniciei tratamento com medicação e acupuntura, por mais um ano. A amamentação era o momento mais sublime. Me sentia tão segura com ela, seu olhar me acalentava e me dizia: “Mamãe, tudo ficará bem”!</p>
<p style="text-align: justify;">Foi quando descobri os benefícios da “cama compartilhada”. O fato de não ter que abandoná-la sozinha no berço e poder ficar com ela todo tempo me deixava mais calma. Ela mamou até um ano e meio e me mostrou a delícia que é ser mãe! O tratamento estava indo bem, as crises cessaram, mas aquela ferida ainda estava ali. Adormecida, e eu não queria olhar para ela. Havia ainda um grande conflito com a minha feminilidade.Não queria mais ter filhos. Não aguentaria passar por tudo novamente.&#8221;<em></em></p>
<h2 style="text-align: justify;"><em></em>A segunda gravidez e a busca pelo parto humanizado</h2>
<p style="text-align: justify;">Depois do choque inicial de se descobrir grávida, Luciana resolveu ir em busca do caminho para ter o parto que desejava.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Comecei a procurar todas as ajudas possíveis. Por meio do GAMA cheguei à Josie Zechinelli, conhecida como Bela. Faz um trabalho lindo com gestantes e fez um milagre na minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Começamos as sessões de terapia. A Bela me ajudava a cada sessão a assumir a minha gestação, a respirar, amar aquele momento, e principalmente a lidar com o medo do parto.</p>
<p style="text-align: justify;">E dizia sempre para eu me conectar com meu corpo, confiar em mim mesma.</p>
<p style="text-align: justify;">As dificuldades eram muitas, peguei diversas indicações de médicos a favor do PN, mas nenhum estava no meu convênio. Também não tinha como fazer acompanhamento particular com um médico humanizado, nem pagar por uma equipe na hora do parto. Casa de parto, por causa do meu trauma e medo, não sentia segurança. Em muitos momentos senti vontade de desistir de tudo. Pensei na cesárea mais de uma, duas, três vezes.</p>
<p style="text-align: justify;">Mudei duas vezes de obstetra porque senti que não apoiavam meu parto normal. Estava remando contra a maré;  intervenções desnecessárias e médicos cesaristas. Mas a cada mês que passava e a cada sessão, eu tinha mais e mais forças para continuar remando.</p>
<p style="text-align: justify;">Lia relatos de parto lindíssimos&#8230; mas quando eu terminava de ler, chorando, pensava que aquela realidade estava muito distante da minha.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas últimas semanas de gravidez fizemos duas sessões de terapia com a presença do meu marido que foram maravilhosas e fundamentais para eu me sentir mais segura.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa fase eu já me sentia dona de mim mesma, da minha gestação e a energia que sentia dentro de mim era muito especial. Com 37 semanas abandonei meu obstetra e decidi continuar fazendo acompanhamento uma vez por semana direto no PS obstétrico da Maternidade.  Pesquisando hospitais que atendessem meu convênio, optei por uma maternidade paulistana que tem LDR (Labor Delivery Room), e que aceitasse a presença da doula. A cada visita eu perguntava mais, entendia mais como eram as equipes e os médicos, investigava para me preparar para a hora P.&#8221;</p>
<h2 style="text-align: justify;">O parto curador<strong></strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong><em>“</em>Estava passando das 40 semanas e o medo de precisar induzir o parto começava a me rondar. No último email que mandei para a Bela, escrevi: &#8220;Belaaaa&#8230;. socorro! eu to ficando agoniada!  A Manoella não nasce&#8230;&#8221; Isso foi no dia 06/05 às 20h31min. Imediatamente ela me ligou. Me pediu para parar de andar, de pensar, de fazer exercícios&#8230;.me mandou até tomar banho! rsrs, no bom sentido. Disse para tomar um banho e assistir a um filme leve, de preferência comédia,  fazer algo que não me fizesse pensar no parto &#8211; &#8220;a Manoella que vai decidir quando vai nascer Lu! Você já fez tudo que tinha para fazer!&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Fui tomar banho, coloquei a Lorena para dormir e escolhi alguns filmes para assistir, algo bem leve. Deitei no sofá, e assisti aos dois filmes! Ás 02h28min percebi uma cólica leve&#8230; 02h58min&#8230; de novo! E assim foi, acabei dormindo e acordei ás 05h11min e realmente as cólicas continuavam de 10 em 10 minutos.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu estava muito tranqüila. Levantei e falei para minha mãe que estava em trabalho de parto. Meu marido estava de plantão no hospital e estava já para chegar. Peguei uma bolsa de água quente para ir aliviando. Minha mãe ficou fazendo massagem nas minhas costas, na lombar, quando vinham as contrações, e ficamos conversando. Foi muito bom.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o Fabiano chegou, ficou feliz em saber que eu estava sentindo contrações. Fomos para o quarto, deixei o rádio ligado numa estação que curto, penumbrinha&#8230; e ficamos lá, curtindo as contrações que começaram a ficar mais fortes. Respirava, relaxava, permitia que meu corpo fosse se abrindo. Eu não encarava como uma dor, sentia orgulho de mim mesma por estar tão serena e confiante.</p>
<p style="text-align: justify;">Liguei pra Bela, e ela me orientou a relaxar e continuar anotando por mais meia hora. Eram 07h30min do sábado, 07/05. As contrações estavam bem ritmadas. Fiquei deitada com a Lorena fazendo carinho em mim e até brincamos de casinha!</p>
<p style="text-align: justify;">A Bela queria vir aqui para casa, mas estava longe, e como o trabalho de parto já estava avançando, decidimos nos encontrar na Maternidade. Fui tomar banho e veio uma contração forte e deliciosa&#8230; coloquei as mãos na minha lombar e balancei meu corpo de um lado pro outro calmamente, e pensava na minha filha&#8230; que estava se preparando também para fazer o trabalho dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Ali jazia uma mulher com medo do parto, traumatizada, insegura; dando lugar para uma mulher segura e convicta, prestes a parir e muito consciente do seu poder de dar á luz de forma natural e sem medos. Que transformação!</p>
<p style="text-align: justify;">Ganhei um beijo da minha mãe, a sua benção e fomos para a maternidade. Eram 11h45min quando saímos de casa. Chegamos à maternidade por volta de 12h20min, quando paramos o carro na porta, aparece a Bela na entrada de pedestres! Quando me vi amparada por ela e pelo meu marido, senti que poderia ir ainda mais além! O segurança queria me colocar na cadeira de rodas, mas eu não quis. Preferi o apoio da Bela, fui andando. O marido foi estacionar o carro.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegando ao PS Obstétrico, a médica de plantão me examinou e eu estava com 6 cm de dilatação! A Bela estava lá comigo, segurando minha mão, enquanto entre uma contração e outra terminava o cardiotoco. Meu marido dava entrada no hospital. Dependíamos do médico autorizar ou não a presença também da doula durante o TP. Perguntei e consentiram, também em relação ao uso da LDR (sala especial para parto normal). Meu coração se alegrou! Fomos para a sala LDR e ouvimos música enquanto eu fazia exercícios com a bola.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante as contrações, eu me apoiava no Fabiano e na Bela, jogava todo o peso do meu corpo e sentia aquela troca de calor e energia. A médica me examinou novamente, estava com quase 8 cm de dilatação! Fui para a água. No escurinho, somente com as luzes relaxantes da banheira, a Bela e o Fabiano revezavam; jogando água, fazendo massagem e segurando todo tempo minha mão. As contrações estavam intensas já, com pouquíssimos intervalos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1045" title="Parto Lu" src="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/O-grande-dia-921.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Havia uma força muito grande em mim, estava totalmente entregue àquele momento mágico, sublime e transcendental. Minha mente se esvaziou de tudo, eu só pensava em parir.</p>
<p style="text-align: justify;">A força que me invadia era de uma intensidade descomunal.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas últimas contrações eu senti que estava perdendo o controle de mim mesma. Senti vontade de empurrar, mas aquele medo do início da minha história, a lembrança do outro parto quis vir por um segundo. Senti medo de fazer força, era como se eu não pudesse, como se fosse errado, mas a vontade era involuntária. Desesperada, pedi anestesia.</p>
<p style="text-align: justify;">A Bela me olhou tão fundo nos olhos. &#8220;Lu, é isso mesmo que você quer?&#8221; Eu disse que sim. Chamaram o anestesista, que ainda levou um tempo para chegar. A enfermeira obstétrica veio e pediu para que eu fosse para a cama. Quis me examinar, mas eu fechei minhas pernas. Travei as pernas, não queria que ninguém mexesse em mim. Tomei coragem e levantei da banheira. &#8220;A Manoella vai nascer!, eu disse. Já estava sentindo a cabecinha dela. Fui andando até a cama.</p>
<p style="text-align: justify;">No vai e vem de cada contração, decidi então me render, me entregar àquela explosão de prazer, de dor, hormônios e emoção. Poder fazer a vontade do meu corpo! Naquele momento eu não ligava mais se estava no controle ou não. Chegou a médica e ela mesma dispensou o anestesista! Disse: não, não vai precisar! Eu achei bacana, ela sabia que a nossa intenção quando chegamos à maternidade, era ter um parto natural e que naquele momento eu não estava nem conseguindo pensar. Então ela falou por mim naquela hora.</p>
<p style="text-align: justify;">Soltei um grito que veio da minha alma. Não de dor, mas, de destemor, força, coragem! Fechei meus olhos, para sentir integralmente aquela sensação tão intensa e selvagem que havia dentro de mim.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu fazia força, a força que eu queria, que sentia vontade, que delícia.</p>
<p style="text-align: justify;">A magia do nascer e do renascer se fez presente naquele momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Senti o círculo de fogo, senti a cabecinha passar, senti o ombrinho e o corpinho escorregando de dentro mim. Cada parte do corpinho da Manoella, eu senti.</p>
<p style="text-align: justify;">Era uma profusão de acontecimentos. O nascimento de um bebê, a nova vida, o meu renascimento, a superação de tudo, a vitória de uma mulher que lutou tanto por um parto digno e humano e de uma mãe que lutou por um nascimento respeitoso para sua filha.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda com o cordão umbilical pulsando, colocaram a minha pequena em meu peito. Eu sentia o cordão saindo de dentro de mim. Deitada sobre a minha pele, o primeiro toque, as primeiras palavras, o primeiro olhar. O Fabiano cortou o cordão umbilical e a médica disse; olha ela nasceu com a bolsa das águas íntegra! Deixaram-nos sozinhos na sala, curtindo esse lindo momento.</p>
<p style="text-align: justify;">A médica antes de sair, ainda agradeceu à Bela e disse que o trabalho dela é importante para os médicos. Todos da equipe pareciam emocionados.&#8221;<em></em></p>
<h2 style="text-align: justify;"> O sentimento depois do nascimento: sem pontos, dor ou trauma</h2>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Com a alma lavada, ferida curada, cicatrizada e mais que compreendida. Essa para mim foi uma grande lição de vida. Quero destacar a importância de se fazer uma boa preparação para o parto. Muitos casais vivem a gravidez, o parto, o pós-parto, a amamentação como momentos muito difíceis, por total falta de informação e preparo. Na minha primeira gestação não me informei de absolutamente nada; dessa vez decidi fazer tudo diferente, mesmo com pouquíssimas condições financeiras, fui atrás, contando minha história pra um e outro, até que cheguei à Bela. Ela me abriu um leque de informações e caminhos possíveis para eu poder fazer minhas próprias escolhas. Frequentei também grupos para gestantes em preparação para o parto que foram importantíssimos. É o que chamamos de “empoderamento”.</p>
<p style="text-align: justify;">Olhando para trás, posso compreender que momentos que foram tão duros para mim, me proporcionaram experimentar o parto em plenitude!</p>
<p style="text-align: justify;">O trauma de um parto desrespeitoso e impiedoso me trouxe até esta experiência tão intensa, natural, instintiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Sinto que, definitivamente, fiz as pazes com a minha feminilidade, que estava machucada, ferida até então. E pude ver que sou capaz de parir sem intervenções, de maneira natural e primitiva. Permitindo ao meu corpo poder fazer o seu trabalho de acordo com o tempo da sua natureza. Liberando a ocitocina na quantidade que ele precisa para se abrir, no ritmo certo.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde os primeiros tempos até hoje, é assim que um bebê deve vir ao mundo!&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">veja <a title="Um Parto Curativo" href="http://www.maternidadeconsciente.com.br/videos/parir-e-renascer-um-parto-curativo/" target="_blank">aqui</a> o vídeo que Luciana fez em homenagem à experiência de parto que teve</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1047" title="Lu, Manoella e Fabiano" src="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/O-grande-dia-29.jpg" alt="" /></p>
<p><em> </em></p>
<p>tags: parto traumático, depressão pós-parto, parto natural, relato de parto, parto normal, parto vaginal</p>
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		<item>
		<title>Atendimento e Aconselhamento Psicológico na Gestação, Parto e Pós-parto</title>
		<link>http://www.maternidadeconsciente.com.br/atividades/atendimento-e-aconselhamento-psicologico-na-gestacao-parto-e-pos-parto/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 14:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josie Zecchinelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo / SP]]></category>

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		<description><![CDATA[Acompanhamento psicológico na gestação, parto e pós-parto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Psicoterapia é um processo de reorganização do nosso repertório de experiências e de nossas escolhas. Durante as sessões, o Psicoterapeuta irá ajudar o indivíduo a entrar em contato com suas formas de se perceber, de perceber as pessoas à sua volta e o mundo e observar como estas percepções influenciam suas escolhas e seus movimentos na vida. Para mudar escolhas, relações e comportamentos, precisamos ampliar nossa capacidade de observação, pois na maior parte do tempo não estamos totalmente conscientes do que estamos fazendo, do que estamos escolhendo, do que nos motiva a fazer tais escolhas. Nossa história de vida, nosso passado, muitas vezes ainda se faz presente em nosso universo emocional e interfere em nossas vivências  sem que tenhamos muita clareza disso ou de como modificar isso. A tomada de consciência sobre nossos padrões de funcionamento enquanto indivíduos é fundamental para que possamos ter mais clareza sobre nossa vida e nossas perspectivas de realização enquanto seres humanos. O atendimento psicológico que oferecemos não se reduz a simplesmente tratar de problemas mentais e emocionais, mas também é uma oportunidade de entrar em contato profundo com quem somos, o que queremos para nossa vida e de transformar ativamente nossa realidade. Em algumas circunstâncias de vida, como algumas fases da maternidade e paternidade, a psicoterapia pode dar suporte para que tenhamos melhor qualidade de vida emocional, para inclusive prevenir distúrbios, transtornos psíquicos e melhorar as relações e vínculos com nossos familiares e pessoas próximas.</p>
<p style="text-align: justify;">Gestação, Parto e pós-parto são períodos de intensas transformações para uma mulher, um casal, uma família. Para a mulher, em especial, de forma ainda mais intensa, pois seu corpo também é a base para o desenvolvimento de um bebê. Em nossa sociedade, em geral, crescemos com pouco contato com gestantes, bebês, e quando tomamos contato com este universo, não temos acesso a muitas informações de qualidade sobre tudo o que mudará com a chegada de um bebê. Cada vez mais torna-se necessário ter informações de qualidade e apoio emocional para criar um filho na cultura em que vivemos, em que muitas mulheres e famílias vivem num ritmo acelerado, com pouco tempo disponível e grande distanciamento do universo infantil. Como vivenciar uma gestação de forma mais equilibrada e dar conta de todos os outros papéis na vida? Como lidar com as modificações fisiológicas e emocionais que surgem com a gestação, o parto e o pós-parto? Como lidar com as mudanças nas relações com o companheiro(a), com a família, com os colegas de trabalho, com as pessoas à volta? Como lidar com um bebê? uais as necessidades emocionais de uma mulher que agora é mãe, o que é normal ou não sentir? Quais as necessidades afetivas, emocionais de um bebê em suas diversas fases de desenvolvimento? Essas e outras questões atormentam muitas mães e familiares, e muitas mulheres vivenciam essas angústias sozinhas. Entrar em contato com tudo isso é fundamental para conseguir se reencontrar como indivíduo, fazer escolhas mais conscientes em relação a si e aos filhos, ter saúde emocional. Ter um espaço e tempo dedicados a essas reflexões e ao acolhimento dessas emoções, com um profissional especilizado, pode fazer toda a diferença para que essa mulher, esse casal, essa família, esse bebê, possam passar por todas essas transformações de forma mais positiva, amorosa e mais respeitosa às necessidades de cada indivíduo dentro dessa rede familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento psicológico durante a gravidez, parto e pós-parto também pode oferecer ajuda em casos de:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Distúrbios de Stress e Ansiedade,</li>
<li>Perturbações Psicossomáticas,</li>
<li>Mulheres que tiveram dificuldades de engravidar ou abortos recorrentes,</li>
<li>Histórico de depressão,</li>
<li>Gravidez de Risco,</li>
<li>Gestantes Adolescentes,</li>
<li>Gestantes Sozinhas (Pai ausente),</li>
<li>Tristeza ou Depressão Pós-Parto,</li>
<li>Stress Pós-Traumático por perdas ou parto traumático</li>
<li>Gravidez não-desejada ou não planejada</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Os atendimentos podem ser individuais ou para casais e também é possível a participação de outros membros da família em situações específicas, conforme a necessidade observada pelo profissional.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Como marcar uma sessão?</h2>
<p style="text-align: justify;">Entre em contato com a Psicoterapeuta Josie Zecchinelli (Amano Bela):</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(11) 9338 4676</strong> ou email <strong>bela@maternidadeconsciente.com.br</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">tags: atendimento psicológico gravidez, psicologia da gravidez, gestação, psicoterapia gravidez, atendimento psicológico pós-parto, atendimento psicológico gestante, pré-natal psicológico, psicologia perinatal</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Da concepção ao pós-parto, com mais consciência</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 15:07:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josie Zecchinelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Na barriga]]></category>
		<category><![CDATA[Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[Pré-gravidez]]></category>

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		<description><![CDATA[Danielle escolheu se preparar para engravidar de uma forma diferente e conta um pouco desse caminho de autoconhecimento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Depoimento de Danielle, esposa do Caio e mãe do Filippo</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">O primeiro contato que tive com o trabalho da Bela foi antes de engravidar. Como curiosa que sou, estava “zapeando” pela internet por sites sobre maternidade, e encontrei o “Projeto Maternidade Consciente”. Achei fantástica a proposta e não tive dúvida em entrar em contato para marcar uma sessão. Ainda demoraria 4 meses para a primeira tentativa de engravidar quando encontrei a Bela pela primeira vez, levando todos os meus fantasmas, que iam desde o meu medo de não conseguir engravidar, à angústia de dar alguma coisa errada, passando pela ansiedade do parto, e pela insegurança  quanto à amamentação, fora todas as questões mal resolvidas que herdamos do nosso histórico familiar, de minha relação como filha, e que na minha opinião influenciariam a minha relação como mãe.</p>
<p>Bem, a cada conversa, a cada encontro, todos os meus fantasmas foram sendo afastados, absolutamente todos. Bela me ajudou a trazer à consciência tudo o que me impedia de acreditar em mim como mulher.</p>
<p>Engravidei na primeira tentativa, e ela foi a primeira a saber (porque não conseguia falar com o meu marido, e ela me ligou poucos minutos depois do teste). Aos poucos tudo foi clareando e eu fui enxergando o que eu queria e o que eu achava que fosse melhor para mim, para meu filho e para meu marido. Desde os profissionais que nos acompanham até hoje, até o tipo de parto, todas as escolhas e decisões, tudo foi se delineando a partir do que conversávamos.</p>
<p>Minha gravidez foi tranquilíssima, nenhuma intercorrência. E tenho certeza absoluta de que a confiança que ela me ajudou a adquirir sobre o meu corpo e minha capacidade de gerar uma vida foi essencial neste processo. Nossos encontros, alguns sozinha, outros com meu marido junto (devo dizer, de quem tive todo o apoio e que foi um pai presente, perfeito e dedicado desde sempre, em todos os momentos), iam desmistificando todo o estereótipo cultural que nos bombardeia sobre a gravidez, parto e maternidade. Foi uma das melhores fases da minha vida, me senti maravilhosamente bem, não restringi praticamente nenhuma das minhas atividades, não perdi tempo com paranóias e cheguei ao final com muita coragem, confiança e segurança para o parto, simplesmente não passava pela minha cabeça que alguma coisa podia dar errado.</p>
<p>Com a intimidade que fomos criando, não podíamos pensar em outra pessoa para ser nossa doula senão ela, que nos apoiou a todo momento, com muito carinho, respeito, dedicação e competência. Foram 27 horas de bolsa rota, com ela ao nosso lado praticamente todo o tempo. Fazíamos os exercícios de respiração que treinamos anteriormente, as posições, ela ia me ajudando a acreditar no meu potencial, a me entregar ao processo desconhecido sem qualquer tentativa de controle, buscar meus instintos, e a me conectar com o Filippo. Era como se eu já tivesse passado por aquilo antes, a cada contração sentia que estava mais perto de ver meu filho, e sabia que estava tudo bem, tudo muito natural.  E ele nasceu num parto lindo, perfeito, natural humanizado, no hospital, de cócoras, debaixo do chuveiro, sem qualquer intervenção médica. Veio imediatamente para os meus braços e mamou na primeira meia hora de vida. Não existe sensação maior de empoderamento do que essa, a de ser capaz de gerar e dar à luz, de se sentir fêmea. E a satisfação de se sentir respeitada como mulher em todos os sentidos, de sentir meu filho bem, perto de mim, e de ver tudo isso possível graças às decisões que fizemos lá atrás, de optar por um parto ativo, de escolher profissionais preocupados com a humanização, e de estarmos preparados.<br />
<div id="attachment_739" class="wp-caption alignright" style="width: 260px"><img class="size-medium wp-image-739 " title="Dani e Pippo" src="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Pippo-2010-07-04-08.52.15-DSC08624-250x333.jpg" alt="" width="250" height="333" /><p class="wp-caption-text">Bela, Dani e Filippo, logo após seu nascimento, recebendo todo o amor de sua mãe</p></div><br />
A maternidade para mim foi um processo de aceitação, que hoje é a maior felicidade da minha vida, e mais uma vez a Bela teve um papel fundamental. Após o parto continuamos nossos encontros, e eu digo com convicção que o Filippo tem uma mãe melhor do que eu seria graças a ela (e ao meu marido). A começar pela dificuldade com a amamentação, hoje totalmente superada com sua ajuda. Nem tudo são flores neste começo de maternagem, muita coisa escondida vem à tona, e mais uma vez escolhas conscientes que ela me ajudou e ajuda a realizar fazem toda a diferença. Estamos decidindo tudo pelo nossos filhos enquanto eles são pequenos, e a responsabilidade é grande, porque disso dependerá a pessoa que ele será no futuro. Vivemos numa sociedade que nos afasta de nossos instintos, do que é natural, do que é saudável, do que é simples, do que é verdadeiro, e na minha opinião, do que é amor. Espero fazer alguma diferença no mundo fazendo minha parte para resgatar esses conceitos, que meus filhos sejam reflexo dessa opção e que tudo isso se reverta em prol de uma humanidade melhor e mais evoluída.</p>
<p>Enfim, a Bela é nosso anjo da guarda e faz parte da história da nossa família. Além de competentíssima, ela fala a coisa certa, o que é preciso ouvir, manda a mensagem certeira, e enxerga o fundo da questão. Não fica na superficialidade daquilo que nosso pensamento traz. Muito obrigada por tudo, Bela. Se o mundo for melhor um dia, se sinta responsável por isso também.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Nunca é Tarde Demais</title>
		<link>http://www.maternidadeconsciente.com.br/artigos/nunca-e-tarde-demais/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2011 00:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávia Penido</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Laura Gutman fala que nunca é tarde para expressar aos filhos aquilo que sentimos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-705 alignright" title="mãe e filho" src="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/mother-and-son1-250x187.jpg" alt="" width="250" height="187" /></p>
<p style="text-align: justify;">Um dia qualquer, aparece um mestre, um livro, um amigo ou um pensamento que muda o curso de nossas arraigadas crenças. Dentro desta virada pessoal, o que fizemos com nossos filhos não nos agrada. Hoje não faríamos o mesmo. Nós mudamos. Mas o que não podemos mudar é o passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, chegou o momento de <strong>reconhecer</strong> que já não cabe em nosso ser interior uma modalidade antiga, baseada no preconceito ou no medo. Talvez fôssemos exigentes demais com nossas crianças, crendo que fazíamos o correto, mas o fato é que estávamos distantes de nossos sentimentos amorosos. Quem sabe nós tenhamos maltratado-lhes sutilmente. Nós mentimos para eles e hoje são um pouco desconfiados, nós não somos de confiança para eles. Nós desprezamos e subestimamos seus sentimentos. Exigimos obediência e nos responderam com rebeldia. Fizemos ouvidos surdos às suas reclamações e agora eles já não nos escutam.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-707" title="mãe e filha conversando" src="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/teen-and-parents-250x177.jpg" alt="" width="250" height="177" />Os anos passaram e queríamos rebobinar a vida, como num filme, para fazer as coisas de outro modo. Pois bem, há, sim,  algo que é possível se fazer hoje: nós nos darmos conta. E uma vez que tenhamos feito isto, falar sobre isso com nossos filhos. Mesmo se eles tiverem dois anos, ou cinco, ou quatorze, vinte e seis, quarenta ou sessenta anos. Pouco importa. <strong>Nunca é tarde</strong>. <strong>Sempre é o momento adequado,</strong> quando humildemente geramos uma aproximação afetiva para falar de alguma descoberta pessoal, de uma ânsia, um desejo ou de novas intenções. Para uma criança pequena, é alentador escutar a  mãe ou o pai a pedir-lhe desculpas, comprometendo-se a oferecer maior cuidado e atenção. Para um adolescente, é uma extraordinária oportunidade falar com algum de seus pais em intimidade respeitosa, nunca antes estabelecida entre eles. Para um filho ou filha adultos, é uma porta aberta para formular-se perguntas pessoais. Para um filho maduro, é tempo de conforto e de profunda compreensão dos ciclos vitais.</p>
<p>Qualquer instante pode ser a ocasião perfeita para compartilhar a mudança que alguém decidiu assumir. Não há lição mais virtuosa que compartilhar com os filhos o “dar-se conta” e a intenção, a firme intenção, de se tornar, a cada dia, uma pessoa melhor. Definitivamente, para um filho, é extraordinário encontrar-se com a simples e suave humanidade dos pais que procuram seu destino a cada dia.</p>
<blockquote><p>Texto original de Laura Gutman: <a title="Nunca es tarde" href="http://www.lauragutman.com.ar/articulos.html" target="_blank">Nunca es tarde</a></p>
<p style="text-align: justify;">Tradução livre feita por Flavia Penido<br />
Revisado por Amano Bela</p>
</blockquote>
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		<title>Livro &#8220;Maternidade e o Encontro com a própria Sombra&#8221;, de Laura Gutman</title>
		<link>http://www.maternidadeconsciente.com.br/indicacoes/livro-maternidade-e-o-encontro-com-a-propria-sombra/</link>
		<comments>http://www.maternidadeconsciente.com.br/indicacoes/livro-maternidade-e-o-encontro-com-a-propria-sombra/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 20:01:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josie Zecchinelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indicações]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossas questões emocionais ocultas podem vir à tona em diversas situações que a maternidade traz, afetando a relação com filhos, família e consigo mesma - veja o livro de Laura Gutman.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1096" title="maternidade-laura-gutman" src="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/maternidade-laura-gutman1-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Agora traduzido para o português, o livro da escritora e terapeuta familiar argentina Laura Gutman é uma importante colaboração para uma maternidade mais consciente. O livro traz uma profunda reflexão sobre a responsabilidade que é criar uma criança e ao mesmo tempo o potencial de transformação que a experiência da maternidade pode trazer para a mulher.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas palavras de Laura Gutman:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Este livro foi escrito para mulheres. Não é um guia para mães desesperadas, mas um lugar de descanso na estrada, onde podemos pensar sobre nós mesmas enquanto mães, criando nossos filhos com nosso lado ensolarado e nosso lado sombra, emergindo e expandindo de nossos vulcões internos.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos aspectos escondidos de nossa psique feminina são expostos e ativados com a chegada de nossos filhos.  Estes são momentos reveladores de experiências mística, se formos capazes de experimenta-los como tal, e se tivermos suporte para confronta-los. Esta é uma oportunidade para olhar para as idéias pré-concebidas, os preconceitos e atitudes autoritárias embutidos em nossas opiniões sobre maternidade, criação de filhos, educação, relacionamentos familiares e comunicação entre adultos e crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessas páginas encontraremos palavras para nomear o indefinível: os estados alterados de consciência do pós-parto, os campos emocionais em que entramos com nossos bebês, a inevitável insanidade e aquele sentimento de não mais nos reconhecermos. Convido você a pisar comigo nessa estrada, com a liberdade de colher apenas o que possa lhe ajudar ou dar suporte.  Espero que este livro contribua para gerar mais questões, criar mais espaços para a sincera troca entre mulheres e facilitar encontros, comunicação e solidariedade.&#8221;</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>O Puerpério</title>
		<link>http://www.maternidadeconsciente.com.br/artigos/o-puerperio/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 16:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávia Penido</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiros meses]]></category>

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		<description><![CDATA[A escritora argentina e terapeuta familiar Laura Gutman fala sobre o Puerpério, o intenso período pós-parto. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-686 alignright" title="puerpério" src="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/puerperio.jpg" alt="puerpério" width="400" height="266" /></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos considerar o <strong>puerpério </strong>como o período que transita entre <strong>o nascimento do bebê e os seus dois primeiros anos de vida</strong>, ainda que emocionalmente haja um progresso evidente entre o caos dos primeiros dias –em meio a um pranto desesperado- e a capacidade de sair ao mundo com um bebê nas costas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para tentarmos submergir nas difíceis trilhas energéticas, emocionais e psicológicas do puerpério, creio ser necessário reconsiderar <strong>a duração real deste período</strong>. Refiro-me ao fato de que <strong>os famosos 40 dias</strong> estipulados &#8211; já não sabemos por quem, nem para quem &#8211; têm a ver somente com o histórico veto moral para salvar a parturiente da procura sexual do homem. Mas esse tempo cronológico não significa psicologicamente um começo, nem um final de nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha intenção – pela falta de um pensamento genuíno sobre o “si mesmo feminino” na situação de parto, lactação, criação e maternagem em geral &#8211; é desenvolver uma reflexão sobre o puerpério, baseando-nos em situações que às vezes <strong>não são nem tanto físicas, nem tão visíveis, nem tão concretas, mas não são menos reais por isso.</strong> Vamos falar, em definitivo, do invisível, do submundo feminino, do oculto. Do que está mais além do nosso controle, mais além da razão para a mente lógica. Tentaremos nos aproximar da essência do lugar onde não há fronteiras, de onde começa o terreno do místico, do mistério, da inspiração e da superação do ego. Para falar do puerpério, teremos que inventar palavras, ou outorgá-las um significado transcendental.</p>
<p style="text-align: justify;">Para nós, que já o transitamos faz muito tempo, nos dá preguiça voltar a recordar esse lugar tão desprestigiado, com reminiscências de tristeza, sufoco e desencanto. Recordar o puerpério equivale, frequentemente, a reorganizar as imagens de um período confuso e sofrido, que engloba as fantasias, o parto tal como foi, e não como havia querido que fosse, dores e solidões, angústias e desesperanças, o fim da inocência e o inicio de algo que dói trazer outra vez à nossa consciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Para começar a armar o quebra-cabeça do puerpério é indispensável ter em conta que o ponto de partida é o parto, quer dizer, a primeira grande desestruturação emocional. Como descrevi no livro “Maternidade e o Encontro com a própria Sombra: para que se produza o parto, necessitamos que o corpo físico da mãe se abra para deixar passar o corpo do bebê, permitindo uma certa “ruptura”. Essa ruptura corporal também se realiza em um plano mais sutil, que corresponde à nossa estrutura emocional. Há um “algo” que se quebra, que se “desestrutura” para permitir a passagem de “ser um, para ser dois”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/volcano.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-688" title="vulcão" src="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/volcano-250x197.jpg" alt="vulcão" width="250" height="197" /></a>É uma pena que atravessemos a maioria dos partos com muito pouca consciência a respeito desta “ruptura física e emocional”. Já que o parto é sobretudo um corte, uma quebra, uma brecha, uma abertura forçada, igual à erupção do vulcão (o parto), que geme desde as entranhas e que ao lançar suas partes profundas para fora destrói a aparente solidez, criando uma estrutura renovada.</p>
<p>Depois da “erupção do vulcão”, nós mulheres nos encontramos com o tesouro escondido (um filho nos braços) e, além disso, com insólitas pedras que se desprendem como bolas de fogo (nossos “pedacinhos emocionais”, ou nossas partes mais desconhecidas), rodando em direção ao infinito, ardendo em fogo e temendo destruir o que tocamos. Os “pedacinhos emocionais” vão queimando o que encontram em seu caminho. Olhamos atordoadas, sem poder crer na potência de tudo o que vibra em nosso interior. Incendiando e caindo no precipício, costumam manifestar-se no corpo do bebê (que é como uma planície de pasto úmido, aberta e receptora). São nossas emoções ocultas que desdobram suas asas no corpo do bebê saudável e disponível.</p>
<p style="text-align: justify;">Como um verdadeiro vulcão, nosso fogo roda por todos os vales receptores.<strong> É a sombra, expulsa do corpo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atravessar um parto é preparar-se para a erupção do vulcão interno, e essa experiência é tão avassaladora que requer muita preparação emocional, apoio, acompanhamento, amor, compreensão e coragem por parte da mulher e que de quem pretende assisti-la.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, poucas vezes nós mulheres encontramos o acompanhamento necessário para introduzir-nos logo nessa ferida sangrenta, aproveitando esse momento como ponto de partida para conhecer nossa renovada estrutura emocional (em geral, bastante maltratada, por certo) e decidir o que faremos com ela.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato é que &#8211; com consciência ou sem ela, acordadas ou dormindo, bem acompanhadas ou sós, incineradas ou a salvo &#8211; o nascimento se produz.</p>
<p style="text-align: justify;">Lamentavelmente, hoje em dia, consideramos o parto e o pós-parto como uma situação puramente corporal e de domínio médico. Submetemo-nos a uma situação em que, com certa manipulação, anestesia &#8211; para que a parturiente não seja um obstáculo, drogas que permitem decidir quando e como programar a operação e uma equipe de profissionais que trabalham coordenados, possam tirar o bebê corporalmente são e felicitar-se pelo triunfo da ciência. Estas modalidades estão tão arraigadas em nossas sociedades que nós mulheres nem sequer nos questionamos se fomos atrizes de nossos partos ou meras espectadoras. Se foi um ato íntimo, vivido desde a mais profunda animalidade, ou se cumprimos com o que se esperava de nós. Se foi possível transpirar ao calor de nossas chamas ou se fomos retiradas da cena pessoal antes do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na medida em que atravessarmos situações essenciais de ruptura espiritual sem consciência, anestesiadas, adormecidas, infantilizadas e assustadas&#8230;ficaremos sem ferramentas emocionais para rearmar nossos pedacinhos de chamas, permitindo que o parto seja uma verdadeira transição de alma. Frequentemente é assim que iniciamos o puerpério: afastadas de nós mesmas.</p>
<p style="text-align: justify;">Anteriormente descrevíamos a metáfora do vulcão em chamas, abrindo e rachando seu corpo, deixando a descoberto a lava e as pedras. Analogamente, do ventre materno urge o bebê real, e também o<strong> interior desconhecido</strong> dessa mamãe, que aproveita o rompimento para correr pelas fendas que ficaram abertas. Esses aspectos ocultos encontram uma oportunidade para sair do refúgio. <strong>A sombra</strong> (quer dizer, qualquer aspecto vital que cada mulher não reconhece como próprio, a causa da dor, o desconhecimento ou o temor) utiliza a ruptura para sair de seu esconderijo e apresentar-se triunfante na superfície.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema para a mamãe recente é que se encontra <strong>simultaneamente</strong> com o bebê real,  que chora, demanda, mama, se queixa e não dorme&#8230;e ao mesmo tempo com sua própria <strong>sombra</strong> (desconhecida por definição) , inabacárvel e indefinível. Porém, concretamente, com que aspectos de sua <strong>sombra</strong> se encontra? Cada ser humano tem sua personalíssima historia e obstáculos a recorrer, portanto, só um trabalho profundo de introspecção, busca pessoal, encontro com suas dores antigas e coragem poderá guiar-nos até o interior dessa mulher que sofre através da criança que chora.</p>
<p style="text-align: justify;">O puerpério é uma abertura de alma. Um abismo, uma iniciação &#8211; se estivermos dispostas a submergir nas águas de nosso eu desconhecido.</p>
<blockquote><p>Texto original de Laura Gutman: <a title="Laura Gutman - Articulos" href="http://www.lauragutman.com.ar/articulos.html" target="_blank">El Puerperio<br />
</a>Tradução livre de Flavia Penido. Revisão por Amano Bela.</p></blockquote>
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		<title>Vivência para casais – Gestação equilibrada e consciente</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 23:04:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josie Zecchinelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma vivência para afinar a integração do casal, trabalhar a comunicação e o contato afetivo, tanto entre os parceiros, como com o bebê.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-458 alignright" title="vivência para casais" src="http://www.maternidadeconsciente.com.br/wordpress/wp-content/uploads/d483i15416h163017.jpg" alt="<script type=&quot;text/javascript&quot;><!-- google_ad_client = &quot;ca-pub-1029397326705661&quot;; /* Maternidade dois */ google_ad_slot = &quot;7342722316&quot;; google_ad_width = 180; google_ad_height = 150; //--> </script> <script type=&quot;text/javascript&quot; src=&quot;http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js&quot;> </script> " width="220" height="208" /></p>
<p>Esta é a oportunidade de uma pausa na correria cotidiana, para uma integração relaxada entre o casal e o bebê, ainda no ventre da mãe. Estaremos conversando sobre algumas ferramentas que o casal pode utilizar em seu cotidiano para que esta integração se mantenha, seja alimentada e para melhorar a comunicação. Quando um casal está grávido, é muito importante que ambos estejam recebendo atenção às suas necessidades emocionais neste período, é importante que a comunicação entre os parceiros esteja afinada. Muitas vezes o foco está tão voltado para o que é necessário providenciar para a chegada do bebê, que as necessidades individuais do casal ficam esquecidas, a comunicação fica diferente, os sentimentos são abafados ou ficam à flor da pele.</p>
<p>Como lidar com tudo isso num momento tão especial e delicado de nossas vidas? Como manter a vida a dois, em meio à nova família que se forma? Como se comunicar com o parceiro de uma forma clara e não estressante, para ambas as partes? Como encontrar meios de se comunicar com o bebê que ainda está no ventre? Estas são algumas questões que abordaremos, compartilhando e vivenciando novas possibilidades. Quando trazemos mais clareza, contato e consciência para o período gestacional, melhoramos a qualidade das relações e prevenimos dificuldades no pós-parto. A vivência será conduzida por Amano Bela, Psicoterapeuta Corporal e Educadora Perinatal.</p>
<p>Que esta vivência possa ser um momento de nutrição amorosa para os seres que compõem esta nova família!</p>
<h2>Gestação Equilibrada e Consciente<br />
Vivência para casais</h2>
<p>Consulte-nos para saber a próxima data.<br />
<strong>Inscrições e informações</strong> com Josie Zecchinelli (Amano Bela)<br />
(11) 93384676 ou email bela@maternidadeconsciente.com.br</p>
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