Licença-maternidade ampliada
por Josie Zecchinelli em 21/01/2008
A mulher moderna é tão ativa, que não tem mais tempo para ser mãe. Quando a maternidade surge em sua vida, é difícil conciliar as necessidades do bebê, ultra-dependente da mãe, principalmente nos primeiros meses de vida, com as necessidades e exigências do trabalho. Atualmente uma importante notícia nos foi dada: a de que, no Brasil, foi aprovado recentemente um projeto de lei que extende a licença-maternidade para um prazo de até 6 meses. Alguns empresários fizeram cara feia, achando que terão prejuízos.
O que acho importante ressaltar é que a proposta é facultativa, quem decide se irá usufruir dos 6 meses é a mãe. Entretanto, vale a pena questionar: com o contexto competitivo ao qual as mulheres são submetidas, principalmente no mercado privado, são elas realmente quem decidem isso? O medo de perder o cargo é real.
Talvez outros passos sejam necessários para o sucesso desse projeto de lei na prática: investimentos na humanização dos ambientes empresáriais, a conscientização dos empresários e das próprias funcionárias a respeito dos benefícios que a proposta traz, não só para a família em si, mas até mesmo para que as funcionárias possam ter uma perfomance melhor no trabalho, em função de voltarem um pouco mais seguras da relação com o filho; ou a discussão do tema nos meios profissionais que trabalham diretamente com futuras mães, o que poderia auxiliar no empoderamento dessas mulheres e maior clareza na hora de tomar a decisão.
É um bom começo o fato de que o projeto de lei enfatiza que a empresa não irá desembolsar a mais por conta da liçença prorrogada. Mas talvez seja preciso mais que isso…
- Leia a notícia do Jornal Estadão a respeito deste tema.
- Veja algumas considerações retiradas do site da CUT – Central Única dos Trabalhadores.
- Leia o projeto de lei na íntegra.

